| A UNOESC foi autorizada a
implantar o seu Projeto de
Universidade em 1991, através
do parecer nº 587 do então
Conselho Federal de Educação.
Foi reconhecida enquanto Universidade
pelo Conselho Estadual de Educação
em 1995, através do
Parecer nº 263. Seu credenciamento
pelo Ministério da Educação
deu-se por meio de Decreto
do Presidente da República,
no dia 14 de agosto de 1996.
Hoje, a UNOESC oferece 62 cursos
de graduação,
uma média de 40 cursos
de pós-graduação
em nível de especialização
ao ano e dois cursos de pós-graduação
em nível de mestrado,
somando 15.025 estudantes. A criação da
UNOESC deu-se a partir da unificação
de três Fundações
Educacionais existentes na
região: a Fundação
Universitária do Oeste
Catarinense – FUOC; a
Fundação Educacional
e Empresarial do Alto Vale
do Rio do Peixe – FEMARP;
e a Fundação
de Ensino para o Desenvolvimento
do Oeste – FUNDESTE.
Mais tarde, outras duas Fundações
integraram-se à UNOESC:
a Fundação Educacional
do Extremo Oeste de Santa Catarina
- FUNESC e a Fundação
Educacional dos Municípios
do Alto Irani – FEMAI.
Tais Fundações
localizavam-se nas cidades-pólo
de Joaçaba, Videira,
Chapecó, São
Miguel do Oeste e Xanxerê,
respectivamente. Desenvolviam
preponderantemente o ensino
de graduação
e esporadicamente entravam
no campo da pesquisa e da pós-graduação.
Atuavam de forma isolada e
desarticulada, sem que pudessem
fazer frente ao processo de
marginalização
pelo qual passava a região
em termos de ensino superior.
O processo de criação
da UNOESC deu-se, portanto,
motivado pela necessidade de
superar-se esta situação
de isolamento e de marginalização,
bem como de constituir-se uma
Universidade que pudesse responder
aos desafios da expansão
do ensino superior não
somente no contexto de uma
cidade, mas de toda uma região,
ultrapassando-se os limites
loco-regionais. Sabia-se, na
ocasião, que aquelas
Instituições
de Ensino Superior presentes
na região não
possuíam as condições
necessárias para, isoladamente
e individualmente, constituírem-se
em universidades. A saída
estratégica foi a de
integrá-las em um Projeto
de Universidade de alcance
regional, diferenciado dos
demais modelos de universidades
existentes no país.
Esta integração,
contudo, foi mais abrangente
que a mera unificação
acadêmica e patrimonial
necessárias para constituir-se
uma instituição
universitária multicampi
e comunitária. Ela implicou,
igualmente, na inserção
da Universidade em um contexto
regional que se estende desde
a cidade de Videira, passando
por Joaçaba e alongando-se
progressivamente em direção
ao oeste e extremo-oeste, representados
pelas cidades de Xanxerê e
São Miguel do Oeste,
uma extensão geográfica
equivalente a 28,5% de todo
o território estadual.
Passados treze anos da autorização
do Projeto de Universidade
e oito anos de seu credenciamento
junto ao Ministério
da Educação,
a UNOESC apresenta-se hoje à sociedade
catarinense como sendo a terceira
maior Instituição
de Ensino Superior entre as
quinze que compõe a
Associação Catarinense
das Fundações
Educacionais – ACAFE,
onze delas universidades, duas
centros universitários
e duas instituições
isoladas. Com exceção
da Universidade do Estado de
Santa Catarina – UDESC,
instituição pública
e gratuita de ensino superior,
as demais são instituições
públicas municipais
de ensino superior regidas
pelo direito privado. Juntas
constituem um sistema universitário único
no país, hoje com 173.872
estudantes e 9.803 professores.
A UNOESC atua no Oeste de
Santa Catarina em uma área
territorial de 27.255,5 km²,
geopoliticamente estruturada
em cinco microrregiões,
reunindo 118 municípios
e somando 1.116.766 habitantes.
Possui uma densidade demográfica
de 40,9 habitantes por km²,
abaixo da média estadual,
que é de 56,14. A maior
população rural
do Estado encontra-se nesta
região (37%). Conseqüentemente,
tem-se um baixo índice
de aglomeração
urbana: dos dezoito municípios
com mais de 50 mil habitantes
existentes no Estado, apenas
dois são da região.
O Produto Interno Bruto da
região equivale a 18%
do Produto Interno Bruto do
Estado como um todo. Per capita,
este Produto, no entanto, é inferior à média
estadual. A agropecuária
e a agroindústria são
o eixo irradiador da economia
da região. Juntas, representam
dois terços da agropecuária
e da agroindústria do
Estado. A renda familiar na
região é inferior à média
estadual: enquanto 27% dos
responsáveis pelos domicílios
no Estado têm rendimento
superior a cinco salários
mínimos, na região
a média é de
21,5%. Já o número
de responsáveis por
domicílios cuja renda é de
um salário mínimo
para menos chega a 20% no Oeste;
no Estado, a média atinge
em torno de 14%.
Em termos de escolaridade,
o Oeste apresenta índices
inferiores à média
estadual: 8% dos responsáveis
por domicílios possuem
menos de um ano de escolaridade,
superior à média
estadual, que é de 6%.
O Censo do ano de 2000 verificou
ainda que a média de
anos de estudo do responsável
por domicílio em Santa
Catarina é de 5,3 anos,
enquanto que no Oeste esta
média atinge 4,4 anos.
A população potencialmente
ativa da região representa
um quinto desta mesma população
em nível de Estado;
contudo, apenas 20% dela atua
no mercado de trabalho formal.
Contraditoriamente, a maior
parte das atividades geradoras
de emprego e renda está no
comércio e nos serviços,
não na agroindústria.
A remuneração
do trabalhador da região é 21%
menor que a média da
remuneração do
trabalhador no Estado.
Administrativamente, a região de abrangência da UNOESC subdivide-se
em dez Secretarias de Estado do Desenvolvimento Regional, sediadas em pequenos
pólos sócio-econômicos, cada qual com sua cadeia produtiva.
Entre as cadeias produtivas presentes na região, destacam-se: alimentos
e bebidas; agropecuária; papel e celulose; madeira e silvicultura; móveis;
transporte terrestre; máquinas e equipamentos; produtos de metal; aqüicultura.
É
neste contexto que a UNOESC estará atuando nos próximos anos.
Foi a partir dele que pensou sua missão, sua visão de futuro,
seus objetivos e suas metas.
(Fonte: Plano de Desenvolvimento
Institucional - PDI - Julho/2004)
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