Estes animais estão presentes em praticamente
toda a superfície
terrestre, com exceção da Antártida, apresentam uma
distribuição
extraordinariamente ampla. Já existem mais de 45.000 espécies
descritas de aranhas no mundo, embora muitos especialistas estimem que esse
número
seja bem maior, ultrapassando 100 mil.
ALIMENTAÇÃO E PREDADORES
Todas as aranhas são carnívoras,
alimentando-se principalmente de insetos e até mesmo de outras
aranhas, seus inimigos naturais são pássaros, lagartixas,
sapos, rãs,
escorpiões, parasitas diversos e também o ser humano, que
as mata e também destrói seu habitat, por desmatamento,
construções
de usinas hidrelétricas, uso de agrotóxicos, etc.
ESPÉCIES
DE MAIOR IMPORTÂNCIA
Dentre as mais de 45.000
espécies
descritas, apenas três famílias são
consideradas perigosas que podem causar acidentes graves, Ctenidae (aranha
armadeira),
Sicariidae (aranha-marrom) e Theridiidae (viúva-negra).
Em nossa região ocorrem acidentes mais freqüentes
com as aranhas do gênero Loxosceles sp (aranha-marrom)
e Phoneutria
sp (aranha armadeira), já os acidentes com as aranhas “viúvas-negras” ainda
não foram registrados por aqui.
Outras aranhas podem causar
acidentes de menor gravidade como a Lycosa sp (tarântula
de jardim) e com a Caranguejeira.
Loxosceles sp
Foto: Neaima
Loxosceles
sp: Tamanho
do corpo de 1 cm, com total
de
3 cm; durante o dia ficam
escondidas em árvores, folhas secas,
rodapés, porões,
atrás de móveis
entre outros; São ativas
durante a noite onde podem
fazer uma teia que apenas recubra
o local em forma de uns fios
de algodão, os acidentes
acorrem quando este animal é comprimido
contra o corpo, ao se vestir,
dormindo, na roupa de cama
entre outros.
Phoneutria
nigriventer
Foto: Neaima
Phoneutria
sp: Tamanho
de 3 cm, com total de 15
cm; durante
o dia ficam escondidas em
palmeiras, bananeiras, bromélias
dentro de calçados em
geral entre outros; São
ativas durante a noite, não
vivem em teias, caçam
ativamente, e quando surpreendidas
não fogem colocam-se
em posição de
ataque apoiando-se nas patas
traseiras e elevando as dianteiras;
Os acidentes acontecem quando
não se tem cuidado ao
vestir botas e outros calçados
e ao manusear materiais como
lonas, tábuas, tijolos,
folhas secas, entre outros.
COMO PREVENIR ACIDENTES
Deve-se ter
cuidado ao vestir-se, verificar sempre dentro dos calçados, botas,
sapatos etc.; outra medida preventiva é colocar “saquinhos” de
areia na parte inferior das portas, pois, evitam frestas por onde estes
animais possam entrar; Evitar o acúmulo de objetos “entulhos” como
madeiras, tijolos, folhas secas, restos de construção.
Em caso de acidente o melhor a ser feito é acalmar o acidentado
se possível
capturar o animal e procurar o serviço médico mais próximo,
seja posto de saúde, hospital ou PSF.
Atenção: nunca
fazer torniquetes ou administrar substâncias sobre o local nem mesmo
ingerir bebida alcoólica.
São
aracnídeos muito antigos
considerados fósseis vivos,
datando de 438 milhões de
anos atrás. São artrópodes
quelicerados, incluídos
entre os aracnídeos e seu
aspecto externo os faz inconfundíveis.
Existem aproximadamente 1.500 espécies
descritas de escorpiões
e apenas 25 espécies de
interesse médico. O corpo é basicamente
formado por duas partes: o prossoma,
também chamado cefalotórax
e o opistossoma, também
chamado de abdome onde está localizado
o aguilhão que é usado
para inocular o veneno.
ALIMENTAÇÃO
E PREDADORES
Os escorpiões
alimentam-se principalmente de insetos como grilos, gafanhotos, baratas,
portanto são animais que
também contribuem para o equilíbrio da cadeia alimentar.
Estes animais possuem hábitos noturnos, ficando durante o dia escondidos
em tocas, embaixo de tijolos, telhas, madeiras, folhas secas, etc. Seus
predadores naturais são galinhas, corujas, sapos, lagartos, coatis,
entre outros etc.
ESPÉCIES DE MAIOR IMPORTÂNCIA
Os acidentes
escorpiônicos
são importantes em virtude da grande freqüência com que
ocorrem e da sua potencial gravidade. No Brasil as espécies perigosas
pertencem ao gênero Tityus, família Buthidae: Tityus
serrulatus, Tityus bahiensis, Tityus stygmurus (fonte Inst. Butantã).
Em
nossa região
até o
momento foram registrados acidentes com as espécies Tityus
bahiensis (escorpião marrom) e Tityus costatus,
os acidentes mais graves ocorrem com o escorpião amarelo ou Tityus
serrulatus.
Tityus
costatus
Foto: Neaima
Tityus
bahiensis
Foto: Butantã
Tityus
serrulatus
Foto:Butantã
COMO PREVINIR ACIDENTES
Para evitar acidentes com
estes animais deve-se evitar o acúmulo de lixo em terrenos, pois isto
pode atrair insetos e estes servem de alimento para os escorpiões
ou aranhas; Tomar cuidado ao manusear tijolos, telhas, pedaços
de madeira entre outros; Vedar ralos e janelas com telas (se necessário),
evitar frestas em rodapés ou calçadas,
entre outros. No caso de acidentes as medidas são as mesmas
para com os acidentes com aranhas.
Ou ofídios, são popularmente conhecidos
como “cobras”,
na atualidade são representados por cerca de 2.930 espécies, é a
segunda em abundância de espécies, depois de Sáuria (lagartos
e lagartixas) com 4.636 espécies.
Esses animais distribuem-se
por quase todos os ambientes do globo, com exceção das
calotas polares, onde o clima frio, em demasia, impossibilita a vida
dos vertebrados
ectotérmicos.
Há serpentes aquáticas e terrestres; dentre as aquáticas,
temos as de água doce e as marinhas. No ambiente terrestre, ocupam
os habitats fossoriais, terrestre e arborícola e podem viver em
matas, savanas ou desertos. A visão apresenta diversos graus de
desenvolvimento nos diferentes grupos, mas, em geral, a acomodação
visual é ineficiente.
Sendo míopes, as serpentes têm esse sentido muito mais vinculado à detecção
de movimentos do que de formas. O olfato é bastante agudo nesses
animais, variável com os hábitos dos diferentes grupos.
No Brasil a fauna brasileira de serpentes é muito rica.
ALIMENTAÇÃO
E PREDADORES
A alimentação das serpentes podem
ser lesmas, caramujos, artrópodes (aranhas, lacraias, insetos
e suas larvas), bem como roedores de pequeno e médio porte,
marsupiais, cervos entre outros. Mas a alimentação
pode variar ao longo do desenvolvimento, ou seja, a alimentação
de uma serpente jovem pode não
ser a mesma na fase adulta, isto se chama “antogenética” (Butantã).
Seus predadores são alguns gaviões, corujas, lagartos,
entre outros.
ESPÉCIES DE MAIOR IMPORTÂNCIA
Nem todas
as serpentes são
peçonhentas, dentre as peçonhentas no Brasil podemos
citar: Bothrops jararaca (jararaca), Crotalus durissus (cascavel),
Micrurus corallinus (cobra
coral), entre outras.
Bothrops
jararaca (jararaca)
Foto: Neaima
Micrurus
corallinus (coral)
Desenho: Mário A. Favretto
Crotalus
durissus (cascavel)
Desenho: Mário A. Favretto
COMO PREVINIR ACIDENTES
Para evitar os
acidentes seguem algumas dicas como: utilizar botas de cano
alto ou perneiras de couro, usar luvas de couro, evitar
acúmulo de lixo, ter cuidado ao manusear pilhas de folhas, madeiras
entre outros; Manter os predadores naturais; Evitar a presença
de roedores em paiós, estábulos, entre outros; Ter cuidado
ao mexer em cupinzeiros, pois é um ótimo lugar para estes
animais esconderem-se.
Como é mais conhecida no Sul do país,
apresenta coloração marrom esverdeada com listras longitudinais
marrom-escuro e amarelo-ocre, cabeça cor de caramelo e espinhos ramificados
e pontiagudos, em forma de “pinheirinhos” ao longo do dorso.
Os
acidentes causados pelo contato com as cerdas destas lagartas têm
se configurado como importante agravo à saúde na Região
Sul do país, particularmente
no norte do Rio Grande do Sul e no Oeste de Santa Catarina.
ALIMENTAÇÃO
E PREDADORES
As lagartas alimentam-se de folhas, principalmente
de árvores
e arbustos, e ai pode ocorrre o contato com as cerdas urticantes,
que causam inicialmente muita dor no local, vermelhidão
e inchaço.
ESPÉCIES DE MAIOR IMPORTÂNCIA
Nem
todas as lagartas ou conhecidas popularmente como “rugas” podem
causar acidentes graves ao homem, sendo que algumas apresentam
apenas uma forma assustadora, porém um
possível contato pode, desde não ter efeito
nenhum ou causar uma irritação no local.
No caso das lagartas taturanas o acidente pode ser fatal,
pois sua
toxina é extremamente
tóxica podendo
causar a Síndrome Hemorrágica já descrita
pela primeira vez em 1986 na ilha do Marajó (Cardoso
2003).
A espécie que
causa o maior número de acidentes em nossa região é a
Lonomiaobliqua, vale ressaltar que o acidente com estes animais
ocorre quando estes insetos estão na fase de lagartas “rugas” isto
no caso da Taturana. Mas temos outras lagartas que podem causar
acidentes de relevada
importância como às lagartas da família
Megalopygidae, nesta família estão às
lagartas conhecidas como cachorrinho.
Lonomia
obliqua (taturana)
Foto: Butantã
Lonomia
obliqua (hábito gregário)
Foto: Butantã
Podalia
sp (lagarta cachorrinho)
Foto:Butantã
COMO PREVINIR ACIDENTES
Deve-se tomar muito cuidado
ao subir em árvores
ou até mesmo encostarem-se, sendo que estas lagartas ficam todas
unidas “habito
gregário” durante o dia e subindo para as partes mais altas
da planta para alimentar-se das folhas durante a noite. Uma maneira de
percebê-las
e pintar os troncos das árvores com Cal “calagem”, pois,
assim a visualização das lagartas torna-se mais fácil.
Em caso de acidente deve-se manter o acidentado calmo e capturar o animal
com um vidro, por exemplo, e dirigir-se diretamente para um atendimento
médico
mais próximo.